“Momentos felizes que foram devorados”, de Luciano Cabral

“não lembro de alguém ter saído ou entrado no vagão quando o metrô parou no Catete, acho que eram os mesmos passageiros, o que me vem à mente são sempre os mesmos passageiros, os mesmos rostos, eles fingem que não lembram de mim mas eu lembro de cada um deles, daqueles que permaneceram até o fim como eu, mas também lembro dos rostos daqueles que foram devorados”

Um dos dois únicos relatos completos fora o caderno de P., o depoimento do músico Raul (o sobrenome foi omitido no documento original) é de interesse particular para o caso. Tanto ele quanto Patrícia, cantora e companheira de Raul, aparecem no diário de P. através de alguns relatos, ainda que não sejam nomeados. Enquanto alguns fatos entram em consonância, como os horários de alguns dos eventos do incidente, outros são drasticamente discrepantes das demais fontes.  Aqueles que defendem a veracidade do relato se apoiam no fato de ele ter circulado pela internet muito antes do achado do diário (e toda a atenção que a história ganhou recentemente), sendo, então, a primeira versão da história. Para esse grupo, o caderno de P. teria sido “sobrecarregado de cenas absurdas e diálogos demasiado bem encaixados”, o que daria ao caderno uma artificialidade a pesar contra sua autenticidade. Luciano Cabral, após ordenar os textos e editar as partes mais incompreensíveis, apresenta, hoje, o relato, sob o título não-oficial de “Momentos felizes que foram devorados”.

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