“Alice, ou a breve existência do universo”, por Pedro Sasse

“Eu não sou capaz de responder isso, Sara. Mesmo vocês não sabem exatamente o que é um sentimento. Um conjunto de interações neurológicas? Bioquímica? Uma alma imaterial que os faz diferentes, especiais? Sempre me disseram que eu emulo as emoções dos seres humanos, mas que é apenas um teatro. Mas sempre disseram que o teatro é algo voluntário. Você precisa querer fingir. Eu não quero parecer triste. Eu não gosto disso. Como pode ser isso um teatro?”

Já ouviu aquela velha história sobre a enorme semelhança entre o cérebro humano e o espaço sideral? Ou aquela que em cada célula humana pode haver um universo?  Pode parecer papo alternativo, mas suponhamos o seguinte: dispondo de uma infinita quantidade de papel, lápis e tempo, dispensando qualquer necessidade fisiológica e escrevendo sem parar, conseguiríamos nós escrever uma trama tão complexa e rica quanto o próprio universo ou em algum ponto a criatividade humana encontraria seu fim? Se de fato, fosse possível, o resultado não seria um universo saído inteiramente da nossa cabeça? Mantenha a questão em mente enquanto nos acompanha nessa curiosa história.

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