O Surreal Faz, Não Faz, Faz, Não Faz Sentido

por Luciano Cabral Quando chamamos algo de surreal costumamos associá-lo ao bizarro, ao incomum, ao estranho e ao incoerente. Olhamos, muitas vezes, de modo torto para narrativas que não possuem uma sequência lógica. E o próximo passo é, quem sabe, deixar o texto de lado. Acontece que certos escritores, principalmente no início do século passado,Continuar lendo “O Surreal Faz, Não Faz, Faz, Não Faz Sentido”

Escrever como um Animal

O título do post é certamente uma brincadeira. Mas vale a pena perceber que não é nada fácil escrever uma história na perspectiva de um animal. E não estou falando de fábulas, como as de Esopo, por exemplo. Nestas, o animal possui características humanas: fala, pensa, dá conselhos, retruca, planeja, faz intrigas. E também nãoContinuar lendo “Escrever como um Animal”

Recapitulando II: Luciano Cabral

Já que, até aqui, nós produzimos um bom punhado de histórias, resolvemos recapitulá-las em três partes. Pedro Sasse foi o primeiro a rememorar suas ficções e Lucas M. Carvalho será o último. Neste momento, sou eu, Luciano Cabral, quem tenho a palavra. Quando decidimos criar o Poligrafia, tínhamos dois projetos em mente: 1. O Caixas deContinuar lendo “Recapitulando II: Luciano Cabral”

Quer uma dica sobre o que assistir neste fim de semana? Experimente “Ares”.

por Lucas Carvalho As distopias têm passado por maus tempos. Com a recente popularização do gênero, inclusive entre o público adolescente, não surpreende nos depararmos com títulos que abordam “temas profundos”, mas não conseguem nem de longe causar o impacto que pretendem. Na indústria estadonidense, por exemplo,  são poucas as produções de distopias que realmenteContinuar lendo “Quer uma dica sobre o que assistir neste fim de semana? Experimente “Ares”.”

“Mostrar” sexo ou “Dizer” sexo, por Luciano Cabral

A BOA DIETA Carlota dissera ao seu doutor / Que lhe agradava, de manhã, fazer amor, / Embora à noite a coisa fosse mais sadia. / Sendo ela prudente, resolveu / Fazê-lo duas vezes ao dia: / De manhã, por prazer / De noite, por dever. Von Logau (1605-1655) EPIGRAMA Amar, foder: uma união /Continuar lendo ““Mostrar” sexo ou “Dizer” sexo, por Luciano Cabral”

Fantástico é Desafiar a Realidade

No filme Birdman ou A Inesperada Virtude da Ignorância (2014), Riggan Thomson é um diretor de teatro que, no passado, ganhou fama no papel do super heroi “Birdman”. Assombrado pelo ostracismo e amedrontado por sua estreia no teatro, Riggan, num dado momento, decide pular de um prédio. Mas, pra nossa surpresa, ele não despenca. EleContinuar lendo “Fantástico é Desafiar a Realidade”

1893 é Agora: Inglês de Sousa e a atual política

Há algum tempo, mencionei por aqui um comentário de Machado de Assis sobre a conveniência de ser esquerdista ou direitista na política brasileira. Os ânimos exacerbados e as posturas passionais, que ainda perduram (com alguns de nós escolhendo um lado ou outro e outros decidindo não escolher), muitas vezes afastam-nos de uma postura mais comedida. Para resumir, ainda estamosContinuar lendo “1893 é Agora: Inglês de Sousa e a atual política”

Evil Dead e Bruxa de Blair Revisitados

por Lucas M. Carvalho Com os rumores de um possível reboot de Matrix (já desmentidos pelo roteirista Zak Penn, que afirmou se tratar de um novo filme sobre o universo), as redes sociais infestaram-se de lamentações de fãs alucinados que não suportariam ver a obra original alterada por alguém que não tivesse o direito de fazê-lo. NoContinuar lendo “Evil Dead e Bruxa de Blair Revisitados”

Sem Técnica, Tornar-se Escritor é Pseudo-Objetivo

Venho por algum tempo defendendo que, pra se tornar escritor, é preciso dominar as técnicas narrativas – isso porque nem preciso mencionar que é necessário, antes de tudo, ser criativo. A mais básica dessas técnicas é saber ler e escrever. E isso inclui dominar ortografia, pontuação, coerência, coesão e conhecimento de mundo (ainda que sejaContinuar lendo “Sem Técnica, Tornar-se Escritor é Pseudo-Objetivo”