Altergrafia apresenta “Crime Doesn’t Pay”, de Harold Emert

Por Benzahodnar. (Disponível em: https://pixabay.com/en/oboe-music-tool-art-433122/)

Por Benzahodnar. (Disponível em: https://pixabay.com/en/oboe-music-tool-art-433122/)

“A vibrant metropolis which never sleeps…the incessant samba beat, as “schools” of samba dancers and musicians rehearse for Carnaval.  Rap music from the favelas, where Black Orpheus once reigned. Drug traffickers, violence, invading military police called BOPE with pistols and rifles aimed high. Supposedly the most beautiful city in the world, to which the Portuguese Royal family fled from Lisbon, to escape the invasion of Napoleon’s armies.”

Após dialogar com autores de diversos estados do Brasil, essa semana o Altergrafia expande suas fronteiras e convida seu primeiro autor internacional. Harold Emert nos convida a conhecer o Rio através de sua ótica em uma intrigante história que mescla realidade e ficção, as ruas de Santa Teresa e procurados do FBI, crime e música clássica.

Ler “Crime Doesn’t Pay”

Mais sobre o autor

Autor convidado: Harold Emert

emertHarold Emert, cidadão Americano e Brasileiro, é nativo da cidade de Nova York, onde ele se graduou pelo Queens College e pelo Manhattan School of Music. Desde sua infância ele teve dois amores nada práticos: música e jornalismo. Depois de uma breve carreira em Nova York como oboísta e um breve período como repórter, ele aceitou o convite para fazer parte do South African Broadcasting Orchestra, em Joanesburgo. Participou, ainda, de orquestras em Israel e na Alemanha (Saarbrucken Radio Orchestra) antes de aceitar o convite para se tornar membro da Orquestra Sinfônica Nacional do Brasil em 1973. Oficialmente aposentado em 2013, continua tocando, compondo e tentando escrever. Emert ainda é repórter e colunista do Brazil Herald no Rio, trabalhando também pelo Daily Mail e Mail on Sunday de Londres. O acaso o levou a estudar literatura na UFF pelos últimos quatro anos. No último curso concluído, sobre ficção detetivesca, Emert, filho de um autêntico detetive novaiorquino, escreveu “Crime Doesn’t Pay” baseando-se no antigo ladrão de trens Ronald Biggs, que morou no Rio por trinta anos e foi a razão pela qual Emert entrou no jornalismo britânico.

Altergrafia apresenta: “Cartas para o futuro”, por Analepses.

Por Analepses. (Disponível em: http://analepses.com/)

Por Analepses. (Disponível em: http://analepses.com/)

Normalmente, ao fazer uma publicação, separo um trecho do conto e uma imagem que lhe sirva de ilustração. Visto que tais imagens não feitas exclusivamente para os textos postados, a relação entre ambos costuma ser superficial, um adorno, um atrativo visual que quebre o gelo da letra fria a qual nos desacostumamos em tempos digitais.  Esse não é o caso do texto de hoje.

Para o Analepses, projeto literário idealizado para publicações no Instagram, a imagem em si é um texto rico em significado. Feitas pelo próprio autor, todas em preto e branco, as fotografias oferecem flashs da vida de Karen e Jonas, dois desconhecidos para nós que, pouco a pouco, vão se tornando íntimos conforme penetramos em um cotidiano fragmentado, feito de momentos. Juntando esses recortes, independente da ordem, forma-se um grande mosaico que em muito se parece com a própria vida: destrelada da amarra harmônica que a ficção tradicional impõe a suas histórias, resta apenas esse redemoinho caótico de lembranças e imagens que, carinhosamente, chamamos realidade.

Acompanhe um pouco do interessante trabalho conduzido nesse projeto em “Cartas para o futuro” e não deixe de visitar o site e, principalmente, a página do instagram para conhecer mais a fundo essa história.

Ler “Cartas para o futuro”

Sobre o autor

Analepses

Analepses é um projeto que mistura fotografia e literatura e se desenvolve, primariamente, no Instagram.

Através de imagem e texto, é contada a história não-linear de dois personagens ficcionais, Jonas e Karen, através de diferentes anos.

A origem do nome remete ao grego analépsis, que significa recuperação. Em literatura, se refere a uma volta no tempo, ao relato de fatos ocorridos previamente em uma narrativa. Um flashback.

E são através desses pequenos flashbacks, esses momentos temporais diversos, que a história é contada e ficamos sabendo mais sobre os dramas dos personagens e o relacionamento de ambos.

A proposta do conto Analepses – Cartas para o futuro é revelar um pouco mais sobre Karen, em cartas que ela escreve a cada quatro anos, no dia 29 de fevereiro, o dia do seu aniversário.

Ainda que você não conheça o projeto, a ideia deste conto é mostrar as mudanças na vida de uma pessoa, desde o final da infância até a idade adulta. Seus sonhos, desilusões, medos, frustrações, memórias e paixões.

De qualquer forma, fica o convite para acompanhar o desenrolar dessa trama no Instagram e nas redes sociais em que Analepses também está presente, como Facebook, Twitter e Medium.

Saiba mais em www.analepses.com

Altergrafia apresenta: “Elle”, de Aretha V. Guedes

46219767-208-k281591“Olho para o céu e noto que não há estrelas esta noite. Está escuro e um vento frio bate em meu rosto. Tenho uma sensação ruim, então me encolho entre as flores do quintal da minha casa.”

Para aqueles que, como eu,  não estão habituados ao mundo das comunidades virtuais de literatura, o primeiro contato estranha. Milhares de histórias, milhões de leitores, um mar literário heterogêneo e dinâmico que segue sua própria corrente, ora convergindo ora divergindo das tendências de papel. Ainda que se encontre de tudo por lá – de fantasia a literatura erótica, de mistério a autoajuda – , os destaques de leitura revelam que a inovação estética, o experimentalismo e os temas eruditos lá não encontram muita vez. Milhões de leitores se deliciam entre páginas de enredos populares desde o século XIX. Mudam-se as peças e o tabuleiro, mas as jogadas repetem-se à exaustão. E não devemos achá-lo ruim. Influenciados pelo padrão da vanguarda,  esquecemos que a arte nem sempre precisa ser transgressora ou inovadora, às vezes, precisa apenas agradar.

Para apresentar esse mundo aos leitores do Poligrafia que ainda não o conhecem, ou para possibilitar mais uma de suas incontáveis facetas, trazemos essa semana um altergrafia diretamente importado dos populares romances do Wattpad. Aretha V. Guedes nos fornece um pouco de sua trilogia virtual Elle, uma história sobre música, amor e amizade.

Ler o trecho de Elle

Sobre o autor

Autor convidado: Aretha V. Guedes

Aretha - foto - poligrafiaAretha V. Guedes ama ler desde pequena. Escrever, no entanto,  era um sonho longínquo. Em junho do 2015, três pessoas não paravam  de falar em sua cabeça e, de sonho distante, escrever passou a ser  necessidade. Em menos de seis meses seu livro se tornou destaque  na categoria de romance da plataforma e também está à venda na amazon.
Perfil wattpad: https://www.wattpad.com/user/ArethaVGuedes
Série Jack Rock
Elle – música, amor e amizade
Elle – sombras do passado
Elle – amor e redenção
Box da trilogia Elle
Em breve será lançado um box de contos da série Jack Rock na amazon.

Altergrafia apresenta: “O rei de número quatro”, de Marcelo Alves

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“Diziam que o místico estava propagando antes uma canção desprovida de conceitos do que uma fé. E jesus lhe teria perguntado quais eram as portas diagonais que dariam precisamente nas veias da velha História. Mas as montanhas trincavam internamente, ressoavam gritos, os mais diversos, os de desespero, os de paixão, os de pele arregaçada, os de morte-de-mãe.”

Não espere que a verdade surja diante dos olhos no Altegrafia de hoje. Em “O rei de número quatro”, Marcelo Alves cria um labirinto místico, lírico e metafísico, em que a melhor forma de se achar é perdendo-se por entre seus herméticos corredores. Se você sente que está andando em círculos, talvez seja momento de se questionar: na arte, há de fato uma saída?

Leia “O rei de número quatro”

Saiba mais sobre o autor

Autor convidado: Marcelo Alves

alvesMarcelo Alves é professor formado em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Reside no Rio de Janeiro e sua obra abrange ensaios, poesia e prosa que vão do lírico afinado ao acadêmico conciso. Seu interesse abarca desde os temas da cultura clássica às perspectivas da dinâmica na vida contemporânea. Todavia, sua arte não se limita à literatura, mas estende-se na forma de curiosidade pela música, pintura, escultura e dança. Você poderá apreciar outras obras do autor nos blogs:

https://ruinasartificiais.wordpress.com/

http://apreciacoescriticas.blogspot.com.br/

Altergrafia apresenta: “Tempos de brisa (ou a partilha do gato)”, por Leonardo M. A. Pinheiro

Cat at the window, por “Seb-Z”. (Disponível em: http://seb-z.deviantart.com/art/Cat-at-the-window-33031597)

“Essa energia que já anda tão parada, tão carregada de uma nostalgia de fotos
empoeiradas, me dá um sono danado, ainda mais com esse friozinho… Se bem que
dormir é mesmo a melhor opção. Até porque a brisa não cessava de cruzar por entre
as frestas e, insistindo em uivar, fazia o que Joana deveria fazer, anunciava a chuva
que já se mostrava perto demais.”

Dando sequência a nossa coluna de autores convidados, apresentamos hoje um conto do autor Leonardo M. A. Pinheiro.  Pernambucano radicado em Brasília, Leonardo é a prova que o Altergrafia está conseguindo cumprir um de seus objetivos: colocar em diálogo as produções literárias de autores contemporâneos em diferentes partes do Brasil.

Em “Tempos de brisa (ou a partilha do gato)”, temos um conto muito bem equilibrado entre a temática complexa – que envolve amor e morte, perda, solidão e recomeço – e a simplicidade para trabalhar tais temas sem soar obscuro ou pedante. O que se sobressai no conto, contudo, é a peculiar perspectiva em que é narrado. Deixo, assim, vossa curiosidade como parte do convite para a leitura de mais um Altergrafia.

 Ler “Tempos de brisa (ou a partilha do gato)”

Saiba mais sobre o autor

Autor convidado: Leonardo M. A. Pinheiro

431999_3115565642077_392197796_nEscrevo porque viver não basta, tem que ir além. Isso pode inclusive soar poético em mentes tendentes ao gênero. Mas partindo de mim… não sei. Lances de poesia não perfazem muito minha jovem obra, ou pelo menos assim enxergo. Não que me negue, ou as negue, mas que desde já assumo a falta de intenção originária. Embora Cabral de Melo Neto seja um guia, assim como Manuel Bandeira e Leminski dos mais fortes. Mas conto escondidamente a Nelson Rodrigues, Victor Hugo, Rubem Fonseca e Joyce que sinto inveja de suas genialidades e contornos sensacionais. E de contragolpe eles me submetem ao tanto de juridiquês ainda há presente em mim. O advogado e o professor restam em constante profusão nesse terreno escorregadio. Mas o escritor é “Sem Terra”, invade e finca-pé sem lei nem didática. Assim, de vida, de cotidiano e de nada minha imaginação se produz e se realiza em texto, sendo fruto de sonho e semente de enredo. No frio, no frio mesmo… Sou um pernambucano radicado em Brasília, 31 anos, e buscando.

Leia “Tempos de brisa (ou A partilha do gato)”