O Surreal Faz, Não Faz, Faz, Não Faz Sentido

por Luciano Cabral Quando chamamos algo de surreal costumamos associá-lo ao bizarro, ao incomum, ao estranho e ao incoerente. Olhamos, muitas vezes, de modo torto para narrativas que não possuem uma sequência lógica. E o próximo passo é, quem sabe, deixar o texto de lado. Acontece que certos escritores, principalmente no início do século passado,Continuar lendo “O Surreal Faz, Não Faz, Faz, Não Faz Sentido”

Escrever como um Animal

O título do post é certamente uma brincadeira. Mas vale a pena perceber que não é nada fácil escrever uma história na perspectiva de um animal. E não estou falando de fábulas, como as de Esopo, por exemplo. Nestas, o animal possui características humanas: fala, pensa, dá conselhos, retruca, planeja, faz intrigas. E também nãoContinuar lendo “Escrever como um Animal”

Recapitulando II: Luciano Cabral

Já que, até aqui, nós produzimos um bom punhado de histórias, resolvemos recapitulá-las em três partes. Pedro Sasse foi o primeiro a rememorar suas ficções e Lucas M. Carvalho será o último. Neste momento, sou eu, Luciano Cabral, quem tenho a palavra. Quando decidimos criar o Poligrafia, tínhamos dois projetos em mente: 1. O Caixas deContinuar lendo “Recapitulando II: Luciano Cabral”

“Mostrar” sexo ou “Dizer” sexo, por Luciano Cabral

A BOA DIETA Carlota dissera ao seu doutor / Que lhe agradava, de manhã, fazer amor, / Embora à noite a coisa fosse mais sadia. / Sendo ela prudente, resolveu / Fazê-lo duas vezes ao dia: / De manhã, por prazer / De noite, por dever. Von Logau (1605-1655) EPIGRAMA Amar, foder: uma união /Continuar lendo ““Mostrar” sexo ou “Dizer” sexo, por Luciano Cabral”

1893 é Agora: Inglês de Sousa e a atual política

Há algum tempo, mencionei por aqui um comentário de Machado de Assis sobre a conveniência de ser esquerdista ou direitista na política brasileira. Os ânimos exacerbados e as posturas passionais, que ainda perduram (com alguns de nós escolhendo um lado ou outro e outros decidindo não escolher), muitas vezes afastam-nos de uma postura mais comedida. Para resumir, ainda estamosContinuar lendo “1893 é Agora: Inglês de Sousa e a atual política”

Sem Técnica, Tornar-se Escritor é Pseudo-Objetivo

Venho por algum tempo defendendo que, pra se tornar escritor, é preciso dominar as técnicas narrativas – isso porque nem preciso mencionar que é necessário, antes de tudo, ser criativo. A mais básica dessas técnicas é saber ler e escrever. E isso inclui dominar ortografia, pontuação, coerência, coesão e conhecimento de mundo (ainda que sejaContinuar lendo “Sem Técnica, Tornar-se Escritor é Pseudo-Objetivo”

“Tentação”, por Luciano Cabral

“do lugar de onde eu tinha vindo, a temperatura não era como ali, nem a paisagem era tão bonita, por isso, eu me perdi em pensamentos, sentindo o vento, vendo aquilo tudo, era tão calmo e tão pacífico que eu peguei no sono ali mesmo, na grama” Existe um conto japonês chamado “Dentro de umContinuar lendo ““Tentação”, por Luciano Cabral”

Escrever com lentidão…

por Luciano Cabral Há algum tempo, eu falei sobre escrever com rapidez, aquela técnica de dizer muito sem usar muitas palavras. Hoje gostaria de falar do outro lado da moeda: escrever com lentidão. Não estou me referindo, é preciso esclarecer, ao tempo que se gasta na feitura de uma história. Isto me parece muito subjetivo pra serContinuar lendo “Escrever com lentidão…”