“Ainda não”, por Luciano Cabral

“(ele afasta a mão da prostituta mais uma vez) passei anos me tratando, um tempo depois, conheci Clarice, era escritora, de coração selvagem, muito inteligente, escrevia mal mas eu achava, eu achava que a gente podia se dar bem, a gente se dava bem, mas ela ficava olhando as estrelas à noite, dizia que estavaContinuar lendo ““Ainda não”, por Luciano Cabral”

“Ovelhas elétricas”, por Luciano Cabral

“é possível notar alterações na cor da pele do rosto e do pescoço principalmente, o corpo humano também produz secreções, a mais importante a se imitar, porque mais visível, é o suor, que comprova o esforço físico dispensado ao ato, o suor é o elemento que atesta a veracidade da energia dispensada, a quantidade eContinuar lendo ““Ovelhas elétricas”, por Luciano Cabral”

Escrever com rapidez…

por Luciano Cabral A escolha do título foi proposital. Mas já esclareço que, quando falo em rapidez, não me refiro à “como escrever um livro em 4 semanas” ou coisa que o valha. A rapidez de que quero falar hoje está ligada a uma estratégia do escritor ou da escritora, quando se perguntam: “Devo acelerar aContinuar lendo “Escrever com rapidez…”

O começo da história: a primeira impressão é a que fica

por Luciano Cabral O título deste pequeno texto talvez fale mais para o leitor do que para o escritor. Porque, quase sempre, a primeira frase que lemos não é a que o autor tinha em mente quando pensou sua história. Há começos de histórias que não cativam (embora não signifique que o que virá não cative). MasContinuar lendo “O começo da história: a primeira impressão é a que fica”

“Momentos felizes que foram devorados”, de Luciano Cabral

“não lembro de alguém ter saído ou entrado no vagão quando o metrô parou no Catete, acho que eram os mesmos passageiros, o que me vem à mente são sempre os mesmos passageiros, os mesmos rostos, eles fingem que não lembram de mim mas eu lembro de cada um deles, daqueles que permaneceram até oContinuar lendo ““Momentos felizes que foram devorados”, de Luciano Cabral”

O grande desastre, por Luciano Cabral

Hoje, eu gostaria de oferecer uma pequena história, intitulada O Grande Desastre, sobre a reação de alguns tipos humanos momentos antes de um desastre aéreo. Este conto também foi publicada na revista Escrita PUC-Rio, este ano. Deixo, logo abaixo, um trecho. Caso você queira lê-lo inteiro, clique no link. Boa leitura. “[…]e volta ao seu livro suicidaContinuar lendo “O grande desastre, por Luciano Cabral”

“Eu Sei Que Não”, por Luciano Cabral

“nós não temos muito tempo, então saiba que é um privilégio estar aqui conversando comigo, não posso te soltar, não posso abrir as janelas mas posso abrir sua cabeça, você apanha e entende, assim é o que a vida faz com todos nós, quem não entende tem que apanhar mais, o que você precisa saberContinuar lendo ““Eu Sei Que Não”, por Luciano Cabral”

“Carne de Bicho, Carne de Gente”, por Luciano Cabral

“Rebeca nota o rosto úmido do filho, “Davi estava chorando?”, seca suas lágrimas com a bainha da blusa, “estava”, “por quê?”, “fome, como todos nós”, as duas entram na cozinha, Bartolomeu pega o cachimbo que havia deixado na poltrona, dá uma tragada e vai sentando vagarosamente na poltrona, “eles vão dar um jeito, como sempre,Continuar lendo ““Carne de Bicho, Carne de Gente”, por Luciano Cabral”