Recapitulando I – Pedro Sasse

Encerramos o Polistórias há duas semanas. Projeto que durou mais de um ano, acreditamos que é uma boa hora para recapitular alguns momentos de sua trajetória. É bom relembrar que esse projeto, encerrado semana retrasada, propunha-se a escrever contos pautados por temáticas específicas: lugares, gêneros, situações ou outras propostas desse tipo. Uma vez decidida a temática, cada autor passava o mês quebrando a cabeça para criar uma história que se encaixasse com o pedido para, depois, as histórias serem lançadas quinzenalmente no blog. Houve um total de nove ciclos temáticos no blog – Terror, Mundo, Crime, Confinamento, Sci fi, Amor, Perspectivas, Releituras e Regionalismos – totalizando 38 contos escritos e centenas de páginas de universos ficcionais. Nas próximas semanas, cada autor trará um pouco da história desse projeto, servindo ainda como momento para que aqueles que desejam conhecer mais sobre o nosso trabalho, possam ver o que fizemos até então. E começamos com Pedro Sasse.

Pedro em plena selva se preparando para seu último conto, “O que vem à nossa rede”.

 

 

 

Contos de Pedro Sasse

Ciclo Terror – Espiral amarela

Ciclo Lugares – O barqueiro de Vostok

Ciclo Crime – A mal da obviedade

Ciclo Confinamento – Incidente Glória

Ciclo Sci Fi – Alice, ou a breve existência do universo

Ciclo Amor – Polaroid

Ciclo Perspectivas – A arte de manipular o voo da borboleta

Ciclo Releituras – Um império cai, um soldado retorna

Ciclo Regionalismos – O que vem à nossa rede

Ou, se preferir todos reunidos em MOBI, para melhor leitura em aparelhos pequenos: Clique aqui

É meio esquizofrênico escrever agora em primeira pessoa, já que sou eu quem normalmente escreve essas chamadas para o blog (como a de cima…). Mas, ainda assim, acredito que a voz que fala pelo Poligrafia, independente de ser filtrada pelos meus dedos, tem sua independência, sua autonomia. Falar como Pedro é uma experiência diferente, inédita aqui, salvo, talvez, pelo perfil dos autores escritos ainda no começo do blog. Eu tenho consciência que normalmente, pouca gente se detém para ler esse blogs por aí, e, normalmente, isso não importa muito, a voz Poligrafia não pede interlocutores, é uma voz-anúncio, uma espécie de carro de som digital, sempre animada. Escrever “eu” é diferente. Costumo pedir interlocutores. Sendo professor, na verdade eu costumo ter até mais interlocutores que o normal. Mas na solidão desses bytes perdidos num universo que, mimese do nosso, é tão vasto e tão vazio ao mesmo tempo, não me sinto muito diferente do homem que grava seu nome numa madeira qualquer da floresta. Sei que eventualmente, um viajante desavisado pode passar, olhar o que está escrito… quem sabe sentir-se tocado, questionar-se sobre o outro lado do talho. Mas também sei que, na maior parte do tempo, as palavras serão apenas testemunhas do silêncio da floresta.

Obviamente sempre tivemos a noção de que uma página de literatura não seria necessariamente popular. Num mundo de celebridades, antes é preciso ser visto, para depois, chancelado pela exposição, ouvido (com um pouco de sorte, lido). Não é preciso muito: o mundo das pessoas interessantes está a uma viralizada de distância. Longe dos holofotes da fama instantânea, fala-se muito, escreve-se bastante, mas leitor é algo em falta no mercado. Fizemos, assim, a página, mais para uso interno. Já escrevíamos, por que não reunir tudo em um só lugar? Um espaço seguro para guardar os textos, uma forma prática de acessá-los e certo compromisso de continuar escrevendo para esse bem suposto leitor que viesse a surgir. E, de todas as formas, o blog já está lá quando aquele amigo pergunta “E aí, quando você vai me mostrar essas coisas que você está escrevendo?”.

A experiência vem sendo divertida, de todas as formas.  Escrever nesse modelo mais pautado, mantendo prazos, largando os filhos literários no mundo a quem quiser ler. Ainda que ninguém veja, há sempre o fenômeno “vai que…” te obrigando a se policiar mais, a ter mais autoconsciência, a se projetar mais no lado do leitor.

Quanto aos contos em si, as experiências de escrita variaram bastante. Alguns, como O barqueiro de Vostok, deram mais trabalho. Sendo parte do ciclo Lugares, a proposta era escrever um conto que fosse ambientado em algum país exótico. Quebrei a cabeça buscando o lugar ideal até esbarrar com um velho documentário sobre a estação de pesquisa soviética na Antártida. Paixão à primeira vista. Refletir sobre o que poderia ser a vida de um homem solitário no ponto mais deserto do mundo, em uma noite que dura meses, sem nenhuma escapatória (nem aviões conseguem pousar na região no inverno). Depois foi pesquisar um pouco sobre o lugar, sobre seu funcionamento, as consequências de ficar em um lugar como esse. Por último ainda foi preciso colorir um pouco com a cultura russa: locais, nomes, costumes. Misturei tudo em um coquetel obscuro, adicionando uma pitada de Lovecraft e estava pronto.

Outros, por sua vez, vieram de forma natural, frutos de ideias que vão acumulando na fila de espera de “isso daria um conto bem legal, mas eu já pensei isso sobre pelo menos umas dez coisas e ainda estou escrevendo sobre umas outras três, então vai ficar pra depois mesmo”. É o caso de A arte de manipular o voo da borboleta, pensado depois de refletir algumas questões sobre viagem no tempo assistindo A chegada (que eu gosto bastante, mas tenho vários problemas com a abordagem da lógica temporal).

Tem, ainda, aqueles que vieram de forma bem inusitada. Em Alice, ou a breve existência do universo, parte do ciclo de histórias Sci Fi, a ideia surgiu de uma frustração com o jogo No man’s sky: tão bonito, tão ousado, tão corajoso, tão inovador e tão terrivelmente entediante. Em Alice eu parti da proposta de imaginar um entretenimento que de fato pudesse ser tudo que você deseja de um jogo e que um jogo, obviamente, não pode te dar. Ao fazer isso, contudo, eu comecei a preencher tanto o mundo no qual essa ideia seria inserida que acabei criando muito mais do que deveria para um simples conto (fato que sempre faz com que o Luciano Cabral, paladino da concisão, queira me matar). Atualmente já estou fechando a terceira história nesse mundo distópico que batizei carinhosamente de A nova América.

Por último, gosto de lembrar da proposta louca que tentamos fazer em um dos ciclos: uma história única contada em cinco perspectivas diferentes. Um acidente do metrô carioca levaria um grupo de pessoas a ficarem em uma situação de confinamento que acabaria rompendo a frágil camada daquilo que chamamos civilização. Cada um dos autores do blog seria responsável por contar a história de um ponto de vista, mas mantendo uma estrutura geral. Projetamos, reunimo-nos, fizemos anotações, teve até um post introdutório meio found footage  com direito até a imagem photoshopada e áudio forjado. Falhou miseravelmente.  Subestimamos a quantidade de revisão necessária para manter uma coerência entre os capítulos e o pouco tempo para publicação não permitiu grandes avanços. Alguns desistiram do projeto, outros tentaram, cada um a sua maneira, contar aquela história que resistia a se encaixar nos outros pedaços. De qualquer forma, individualmente, algumas histórias mostraram-se bem arquitetadas e a situação foi bem explorada. No delírio psicótico de escrever um diário investigativo com a transcrição das entrevistas e as reflexões da própria jornalista, acabei produzindo mais de cinquenta páginas sobre o que chamei de Incidente Glória.

Poderia ainda falar do experimental compêndio crítico sobre um álbum de fotografias de Polaroid (primeira e talvez única tentativa minha de escrever uma história de amor), da grotesca máquina de tortura de Espiral Amarela ou mesmo das pesquisas sobre Akakor para produzir O que vem à nossa rede, mas acredito que ninguém tenha chegado tão longe lendo isso, então, em vez de colocar os links para os contos aqui, vou colocar lá em cima, antes desse texto desencorajador, porque se alguém apareceu por aqui, é melhor que veja os contos em si…

Pedro Sasse

Quer uma dica sobre o que assistir neste fim de semana? Experimente “Ares”.

ARES

por Lucas Carvalho

As distopias têm passado por maus tempos. Com a recente popularização do gênero, inclusive entre o público adolescente, não surpreende nos depararmos com títulos que abordam “temas profundos”, mas não conseguem nem de longe causar o impacto que pretendem.

Na indústria estadonidense, por exemplo,  são poucas as produções de distopias que realmente valham a pena. Uma amostra dessas poucas é o magistral retorno de Mad Max, em 2015. Mas o que mais tivemos de realmente bom de lá pra cá?

Talvez por isso, os olhos do público voltem-se para filmes não-americanos, como o coreano-francês Expresso do Amanhã [Snowpiercer], ou filmes pelo menos baseados em premissas para além da terra do tio Sam, como O Vigilante do Amanhã [Ghost in the Shell]. A propósito, porque será que os tradutores brasileiros gostam tanto de colocar o termo “do amanhã” nos títulos?.

A verdade é que, no meio de algumas dessas produções, podemos encontrar verdadeiras pérolas. Creio que esse seja o caso do filme francês Ares.

Dirigido por Jean-Patrick Benes, e contando com a atuação de Ola Rapace e Micha Lescot, Ares foi capaz de criar um mundo futurista e pessimista surpreendentemente convincente.

Ares é o nome artístico de um decadente lutador de um show de televisão estilo UFC, que teve o fim de seus dias de glória há dez anos, após um AVC causado pelo efeito colateral de uma droga estimulante, da qual foi cobaia. Numa Paris arruinada, imersa em instabilidades políticas, onde um corporativismo desumano toma conta de tudo, Ares precisa lidar com problemas do cotidiano: familiares envolvidos em grupos revolucionários criminalizados, violência urbana, miséria. A solução para seus problemas surge quando uma nova droga, compatível apenas com seu sangue, faz com que o interesse de uma grande corporação recaia sobre sua carreira.

O background é perfeito. A cidade emana uma atmosfera que poucas distopias conseguiram atingir. Os personagens são persuasivos e cativantes. O enredo é bem amarrado, interessante, tenso e com boas cenas de ação. Em suma, Ares tem todos os ingredientes para ser um dos melhores filmes do gênero.

E, a boa notícia, pode ser facilmente encontrado no catálogo da Netflix.

“O que vem à nossa rede”, por Pedro Sasse.

“A imensidão impressiona os olhos desacostumados. O barco mínimo arrasta sua madeira pelas veias enormes do rio. Tudo é um silêncio que avulta a escuridão das águas. Nas margens, a selva estende seus dedos, chamando num sussurro de folhas ao vento o viajante incauto. A Amazônia é o antideserto. É ermo de tanta vida. Milhões de criaturas debatendo-se dentro da jaula verde, devorando e sendo devoradas, a mais tempo do que a humanidade pode testemunhar.”

(Disponível em: http://imgur.com/azQEu76)

Deixamos o sul do país, retratado por Lucas M. Carvalho em “Desculpa a mão”, e atravessamos toda a extensão desse país continental até seu norte inexplorável, desconhecido até hoje pela maioria. Que tipo de segredo é guardado no coração da floresta amazônica? Fechando o ciclo de contos regionalistas, Pedro Sasse faz uma homenagem a obras como Inferno VerdeContos amazônicos, mostrando os perigos e mistérios da Amazônia.

Mais sobre o autor

Ler “O que vem à nossa rede”

“Desculpa a mão”, por Lucas M. Carvalho

“A troca de bala não findava. Precisou recarregar de novo, o som rangente do ferro roçando, as cápsulas em encaixe. Ramón Silva, cinco metros à frente, parecia ter acertado um deles. Flores quis avançar, mas uma bala ou outra passaram ferozes, o barro do chão arrancado, grama pelo ar. Mais atrás, o uruguaio travou em medo, sem avançar nem recuar. Cunha, homem quieto, mas melhor atirador do bando, estava ferido no braço. Dois ou três chimangos caíram, talvez mortos, talvez se fingindo de morto – mas outros surgiam sem parar. Sem parar. Flores sentiu um aperto no peito e um amargor nos lábios quando percebeu que uma comitiva inteira saía do esconderijo nas árvores pro confronto.”

Abandando o tranquilo litoral de “A pedra da tristeza”, viajamos até o sul do país, em plena Revolução Federalista no fim do século XIX. Com uma narrativa capaz de nos imergir nas práticas e expressões típicas do local, Lucas faz sua homenagem ao regionalismo sulista que tantos frutos rendeu à nossa literatura. Penetre as trincheiras inimigas conosco:

Leia “Desculpa a mão”

Mais do autor

“A pedra da tristeza”, por Luciano Cabral

“foi quando a mãe percebeu que no lugar onde o filho sempre sentava pra esperar o pai, tinha uma pedra, a pedra tinha a forma e o tamanho do menino dela como quando ele sentava bem ali, ninguém conseguiu arrancar a pedra de lá, era pesada, teimosa demais, batizaram de pedra da tristeza”

Houve um tempo em que descobrir o Brasil, na literatura, era olhar pro interior, pra onde as marés cosmopolitas não alcançavam a alma nacional. Lar de brasileiro em estado bruto, que aprendeu com a própria terra o significado do mundo. O tempo passa e cada vez mais o concreto vaza pelas frestas pavimentadas do país, levando mais e mais capital pro interior, lavando de franquias e multinacionais a singularidade captada pelas mãos sedentas de um Graciliano Ramos, de um Guimarães Rosa. O Poligrafia, neste ciclo, resolve homenagear essa visão encantada de um país “pra dentro”, que talvez nunca tenha existido se não nas memórias e invenções de uns quantos sonhadores; resolve falar desse Brasil que se desequilibra no fio fino da realidade e tropeça no folclore; desse povo que, sem nem saber o tamanho do Brasil, o inventou. E se inventou. Para a abertura, nada melhor que uma história de pescadores. Como diz o ditado, confie desconfiando dessa narrativa sobre o mar e o homem, a natureza e o além.

Ler “a pedra da tristeza”

Mais sobre o autor

“Um império cai, um soldado retorna”, de Pedro Sasse.

“Fileiras e fileiras preenchidas por iludidos. Iludidos que crescem e aprendem a apertar o gatilho e fazem o trabalho que antes as máquinas faziam… elas… elas e os clones tinham uma desculpa pelo menos, eram programados para aquilo… qual a sua desculpa pra puxar o gatilho, Nar? Que história bonita você conta pra si mesmo antes de dormir pra justificar a explosão de um planeta?”

Talvez não seja a franquia mais premiada. Talvez os filmes não sejam lá tudo isso. Tem gente que reclama do roteiro. Outros da direção. Mas a maioria, quando ouve a composição de John Willams, sente a mesma vontade de cruzar o espaço desconhecido na velocidade da luz. Seja nos sujos bares de Mos Eisley, nos saguões imperiais ou mesmo nos pântanos de Dagobah, a Força se move dentro daqueles que acompanharam a saga de George Lucas. Pedro Sasse, homenageando o universo de Star Wars, reflete sobre o que poderia acontecer durante a volta de um dos incontáveis (e descartáveis) Storm Troopers para casa após a queda do Império.

Ler “Um império cai, um soldado retorna”

Mais do autor

“Jade não gosta de mentiras”, por Lucas M. Carvalho

“- Desde que larguei Hogwarts, no sexto ano, tenho dedicado minha existência a aplicar golpes. Digamos que eu tenha descoberto um talento peculiar para essas coisas. Atuei durante quase vinte anos. Juntei enormes fortunas, mas perdi tantas quantas, porque quando se escolhe essa vida, não é incomum nos metermos em terríveis enrascadas… Há quinze anos resolvi me concentrar num golpe derradeiro antes de minha aposentadoria.

– E esse golpe… seria contra mim?

– Sim”

Em um novo conto do ciclo Releituras, Lucas M. Carvalho resolve arriscar-se por um dos mais famosos becos da literatura fantástica contemporânea, mostrando um pouco do lado obscuro do mundo bruxo. O que aconteceria se os olhos dos leitores se afastassem dos prodigiosos heróis e observassem o submundo da sociedade de Potter? Como faz um golpista para sobreviver a feitiços de observação e poções da verdade?Em homenagem a saga que nos encantou quando menores e ainda hoje conquista as novas gerações, Poligrafia apresenta a intrigante aventura de “Jade não gosta de mentiras”.

Ler “Jade não gosta de mentiras”

Mais do autor

“A arte de manipular o voo da borboleta”, por Pedro Sasse.

“Não espero que você entenda do todo, Laio, mas, sinceramente, suas formas de penitência não significam nada para mim, assim como não mais significa sua moral. Esses foram meus primeiros anos assim. Outras centenas vieram. Eu vivi cada pecado e virtude do homem em busca de significado. Demorou muito até perceber que tudo isso que vocês têm é um frágil castelo de cartas no grande tornado do universo. O maior pensador da humanidade em qualquer uma de suas ramificações nunca foi mais do que uma poeira no caminho inexoravelmente simples e grandioso do universo.”

Para encerrar o ciclo de histórias sobre perspectivas, voltamos ao tema do tempo. Existem formas de encarar o fluxo do tempo que teorizam que, para cada encruzilhada no caminho da existência há um universo em que o viajante toma uma das rotas. Nessa rota outras encruzilhadas surgirão, em que outros universos espreitam. No fim, todas as combinações possíveis são contempladas por um sem fim de combinações de escolhas. Quer visualizar isso de forma bem clara? Em dia de sol, um domingo talvez, desses que o tempo passa lento e os pés pedem um passeio na calçada, anote seis destinos em um papel. Depois, com o auxílio de um dado, decida ao azar seu destino. Pronto. Antes da rolagem do dado, sete universos estão diante de ti. Um para cada caminho que pode ser tomado e um último para quando você não ouve as sandices dessas palavras e, em vez disso, vai à boa e velha padaria em busca de um sorvete de flocos.  Agora, se você pudesse navegar pelos destinos nunca tomados, se você estivesse plenamente consciente da existência de todas as possibilidades simultaneamente no universo, a jornada ainda faria sentido?

Ler “A arte de manipular o voo da borboleta”

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“Tentação”, por Luciano Cabral

“do lugar de onde eu tinha vindo, a temperatura não era como ali, nem a paisagem era tão bonita, por isso, eu me perdi em pensamentos, sentindo o vento, vendo aquilo tudo, era tão calmo e tão pacífico que eu peguei no sono ali mesmo, na grama”

Existe um conto japonês chamado “Dentro de um bosque”. Nele, um assassinato ocorre no bosque. Temos acesso apenas aos depoimentos. Todos contraditórios. Nenha prova, nenhum rastro, apenas vozes discordantes tensionando a realidade. Quando a verdade é completamente inacessível, o que resta? Muitas verdades ou nenhuma delas? Ou apenas escolhemos a narrativa mais confortável? Quem sabe deixamos que escolham uma delas para nós… “Tentação”, em poucas palavras, nos convida a refletir mesmo diante dos sólidos discursos da tradição ocidental…

Ler “Tentação”

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