Especial “Tempo(s)”

Clique aqui para baixar a versão para PC Clique aqui para baixar a versão para celular Tempo(s) Todos esses meses encerrados em casa pela quarentena nos faz pensar sobre a passagem do tempo. Enquanto os dias passam lentos e se esticam entre livros e lives, os meses voam sem os eventos que normalmente ancoram nossaContinuar lendo “Especial “Tempo(s)””

Quando o jogo encontra o despropósito da vida

Um belo dia de uma infância distante eu fui surpreendido pelo que via na tela de um computador (desses bem antigos, com monitor de tubo, branco encardido, torre com leitor de disquete). Uma colega jogava algo muito diferente dos psicodélicos games de plataforma que compunham boa parte da minha experiência de entretenimento digital. Quando questionadaContinuar lendo “Quando o jogo encontra o despropósito da vida”

Quem pode morrer em Far Cry?

Calma, não se trata de uma coluna de spoilers. Eu quero falar sobre aqueles que recebem as milhares de balas disparadas pelos protagonistas da franquia Far Cry. Comecemos entendendo o título e a proposta geral do jogo: Far Cry (do inglês far, distante, e cry, choro, grito, clamor) constitui uma série de games multiplataforma deContinuar lendo “Quem pode morrer em Far Cry?”

O horror e as novas tecnologias

Não é fácil escrever histórias de horror. Essa frase parece um contrassenso quando observamos a quantidade de filmes do gênero que todo ano inundam as telas do cinema – fora toda a produção underground que não alcança o grande ecrã. Tal fato se deve, em parte, à facilidade que se encontra em produzir-se obras comContinuar lendo “O horror e as novas tecnologias”

“Um império cai, um soldado retorna”, de Pedro Sasse.

“Fileiras e fileiras preenchidas por iludidos. Iludidos que crescem e aprendem a apertar o gatilho e fazem o trabalho que antes as máquinas faziam… elas… elas e os clones tinham uma desculpa pelo menos, eram programados para aquilo… qual a sua desculpa pra puxar o gatilho, Nar? Que história bonita você conta pra si mesmoContinuar lendo ““Um império cai, um soldado retorna”, de Pedro Sasse.”

Myst e a arte de escrever mundos

No meu último post, eu trabalhei com narrativas ramificadas e citei o jogo Myst como exemplo. Ainda que não siga exatamente a estrutura dos jogos de narrativa ramificada, o mundo aberto, a possibilidade de explorar histórias internas ao jogo e os múltiplos finais me levou a citá-lo. Apenas uma menção curta a Myst, no entanto, é um desperdício, logoContinuar lendo “Myst e a arte de escrever mundos”

“A magnífica obra de P. Descarte”, por Pedro Sasse

“Quando recebi o telegrama oficial com o pedido da então Secretaria de Cultura, devo admitir, fiquei deveras surpreso. Minha reação primeira, aquela que se nos vem direto do peito, foi negar. Quase cheguei a rasgá-lo, crendo-o fruto da maior alucinação que o poder pode levar a esses recém-formados governos. Um copo de um bom maltadoContinuar lendo ““A magnífica obra de P. Descarte”, por Pedro Sasse”

Ramón, ou ilustração a “Dos viejos comiendo sopa”, de Goya

“Sufoca. Calor de florestas equatoriais. A luz, não se sabe bem por onde sai. É brilho cansado e amarelado largando-se lânguido. Desistiu, de certo, de qualquer fuga. Há o tinir constante da colher no pote: metal, barro e eco gasto de cotidiano, memória, mas ação. Solta – o outro – palavras escassas a Ramón. Ramón,Continuar lendo “Ramón, ou ilustração a “Dos viejos comiendo sopa”, de Goya”

“Espiral amarela”, por Pedro Sasse

“Seus dedos ingênuos passeiam pelo material orgânico, deixando marcas no chão. Aquilo lhe dá enorme prazer. A descoberta do poder criativo. Faz sucessivos riscos no chão. É capaz de romper a uniformidade do mundo com apenas um dedo. Alguém chega e carrega-o para longe de sua obra. Mas está consumado. Refinou por anos seu prazer.Continuar lendo ““Espiral amarela”, por Pedro Sasse”