Fantástico é Desafiar a Realidade

No filme Birdman ou A Inesperada Virtude da Ignorância (2014), Riggan Thomson é um diretor de teatro que, no passado, ganhou fama no papel do super heroi “Birdman”. Assombrado pelo ostracismo e amedrontado por sua estreia no teatro, Riggan, num dado momento, decide pular de um prédio. Mas, pra nossa surpresa, ele não despenca. EleContinuar lendo “Fantástico é Desafiar a Realidade”

“Tollebat citharam (I Sm 16, 23)”, por Gabriel Sant’Ana

dedilhava delicadamente de Saul a cítara e o sentimento recedendo o outro espírito ressentido rasgando ao sair com garras a pele pelo sumo divino esquecida leves ficando os humores por dedos leves assovios harmônicos impaciente e grave rosto brando e suave formando antipático demônio de traços grosseiros incitando à diva aversão cítara pesado corpo real sacolejaContinuar lendo ““Tollebat citharam (I Sm 16, 23)”, por Gabriel Sant’Ana”

“outra vez bolo de nozes”, por Gabriel Sant’Ana

insistentemente bate com o martelinho a noz para fazer o esperado bolo de nozes deste natal com nosso punho fortemente mãos seguras firmemente estraçalhando em miúdos pedaços as nozes repete as batidas em agressividade crescente constantemente daqui algumas horas virão nossa sogra nossos sobrinhos com seus sorrisinhos felizes de uma felicidade oca e transparente seusContinuar lendo ““outra vez bolo de nozes”, por Gabriel Sant’Ana”

Dizer muito ou dizer pouco?

Por Luciano Cabral   Há duas semanas, postei uma reflexão sobre o estupro como tema literário (clique para ler). Defendi então que a literatura, sendo inerentemente avessa à censura, não pode se restringir ficcionalmente, sob pena de se tornar insubordinada e, em última instância, esvaziada de sua função de expor as fraquezas humanas. Tal reflexãoContinuar lendo “Dizer muito ou dizer pouco?”

A literatura deve falar de estupro?

Por Luciano Cabral “[…] Pereba desceu as escadas sozinho. Cadê as mulheres?, eu disse. Engrossaram e eu tive que botar respeito. Subi. A gordinha estava na cama, as roupas rasgadas, a língua de fora. Mortinha. Pra que ficou de frozô e não deu logo? O Pereba tava atrasado. Além de fudida, mal paga. Limpei asContinuar lendo “A literatura deve falar de estupro?”

A política brasileira hoje e Machado de Assis

Neste momento de instabilidade política no país, uma figura literária do século XIX parece ter percebido o que nós ignoramos. Se a direita e a esquerda são antagônicas fora do planalto, dentro dele as coisas parecem seguir o rumo da conveniência. E eis que Machado de Assis, o bruxo do Cosme Velho, brinda-nos com seu sempreContinuar lendo “A política brasileira hoje e Machado de Assis”