A política brasileira hoje e Machado de Assis

Neste momento de instabilidade política no país, uma figura literária do século XIX parece ter percebido o que nós ignoramos. Se a direita e a esquerda são antagônicas fora do planalto, dentro dele as coisas parecem seguir o rumo da conveniência. E eis que Machado de Assis, o bruxo do Cosme Velho, brinda-nos com seu sempre ironicamente ácido comentário sobre o cenário brasileiro (de outrora e de agora). Estas palavras estão no livro “Machado de Assis, um gênio brasileiro”, de Daniel Piza:

“O conselheiro representa uma elite antiquada, mais preocupada com suas fofocas e fortunas do que com o coletivo. Tristão, no outro pólo, representa uma nova geração que se aproxima da política para ascender socialmente, que defende uma ideologia em cada ambiente em que está, que tem caráter volátil e ganancioso. Em outras palavras, eles são muito diferentes e muito parecidos. Quando cronista da vida parlamentar, Machado sempre mostrava que os liberais e os conservadores usavam estes rótulos de acordo com suas conveniências, e que a diferença era estar ou não no poder […].”

E não esqueçam de intrometer-se em nossas histórias. É só clicar!

Caixas de Sobra

Polistórias

 

Caixas de sobra – Ep. 04

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The blinds, por Rafal Mrozek. (Disponível em: http://www.deviantart.com/art/The-blinds-165280985)

Inescapável, é o que se diz de algo para o qual não há retornos ou contornos que possibilitem alternativa diferente. Apenas um único caminho. As blackouts estão alinhadas de forma a impossibilitar que me vejam. Apenas um único caminho pode trazê-lo aqui, e é pelo lado par da calçada. Mas tanto o par quanto o ímpar estão repletos de carros dos moradores. Como não observou isto? Teve de retornar e estacionar o carro na esquina próxima.

– Preste atenção ao que vou recomendar, filhinho. Existem regras básicas de convivência que você precisa gravar na alma. A principal é nunca falar com estranhos. Mesmo quando este estranho for reconhecido como vendedor, instalador de luz, presidente, vizinho… Se alguém lhe dirigir a palavra, não responda prontamente. O maior erro que se comete é não se atentar aos motivos e explicações que este alguém deve lhe dar após uma não resposta. Vou dar um exemplo. Mas preste muita atenção na história que tenho de contar. É curta. As consequências para qualquer ato que cometemos é algo inescapável. E não há escolha para isso. Eu pedi a troca de algo. Portanto estão me trazendo outro produto e eu devo devolver o que está em minha posse. Faltam apenas algumas casas para que a nossa campainha toque. Não posso sair daqui, em hipótese alguma, mas estou acompanhando tudo pelas câmeras e pela brecha das cortinas.

Meu andar descompassado, carregando algo desprezível certamente já deve estar sendo notado pelos vizinhos, mas não me importo com eles, quem se importa quando um motoboy vai fazer entrega de produtos da farmácia ou quando o caminhão descarrega geladeira e armários, é tudo isso muito naturalizado, mas quando um homem já desgastado estaciona na esquina próxima seu carro suspeito e se encaminha para uma das casas da rua carregando uma caixa imensa, apenas ele, sem nenhum ajudante, isso certamente é visto como suspeitíssimo, provavelmente alguém já está com o celular pronto para acionar a polícia, ou alguém já retira de sua gaveta um revólver, certamente, pois consigo perceber movimentos nas casas do lado ímpar, janelas que se fecham bruscamente, portas semiabrindo-se.

– Preste atenção, são as últimas recomendações. Deixe que toquem três ou quatro vezes. Na segunda, dê apenas um assobio e um grito de “ok” rápido. Traga-me agora a caixa que está dentro do meu armário.

O principal problema de compras feitas pelo telefone ou internet é a possibilidade do equívoco. Devemos confiar que os tamanhos dos produtos não vistos, não tocados, não apreciados correspondam ao que esperamos.

Gabriel Sant’Ana

Não perca, na próxima quarta-feira, 20h, o próximo episódio de Caixas de Sobra!

“Praia do urso”, por Jonatas T. Barbosa

“Rabbit”, por Szigeti Vajk Istvan. (Disponível em: http://vajk.deviantart.com/art/Rabbit-29567369)

“Marie despertou vomitando água salgada que escapulia pelo nariz e sentindo o fedor de pelo molhado. Não sabia quanto tempo se passara, mas já estava escuro. A lua minguava como uma lâmina. Ela sentia apena dor de cabeça. O resto do corpo parecia ileso. Passou a mão pela barriga, flanco e coxas. As pernas estavam livres, mas dormentes. Tentou mover uma a uma, elas não respondiam. Continuavam imóveis.”

Os ponteiros se aproximam de meia-noite e surge das sombras o penúltimo conto de nossa série Terror. Sucedendo “Carne de Bicho, Carne de Gente”, de Luciano Cabral, Jonatas T. Barbosa nos apresenta “Praia do urso”. Acompanhe conosco a história de Marie e seu curioso bestiário vegano.

Ler “Praia do urso”
Mais sobre o autor

Altergrafia apresenta: “Tempos de brisa (ou a partilha do gato)”, por Leonardo M. A. Pinheiro

Cat at the window, por “Seb-Z”. (Disponível em: http://seb-z.deviantart.com/art/Cat-at-the-window-33031597)

“Essa energia que já anda tão parada, tão carregada de uma nostalgia de fotos
empoeiradas, me dá um sono danado, ainda mais com esse friozinho… Se bem que
dormir é mesmo a melhor opção. Até porque a brisa não cessava de cruzar por entre
as frestas e, insistindo em uivar, fazia o que Joana deveria fazer, anunciava a chuva
que já se mostrava perto demais.”

Dando sequência a nossa coluna de autores convidados, apresentamos hoje um conto do autor Leonardo M. A. Pinheiro.  Pernambucano radicado em Brasília, Leonardo é a prova que o Altergrafia está conseguindo cumprir um de seus objetivos: colocar em diálogo as produções literárias de autores contemporâneos em diferentes partes do Brasil.

Em “Tempos de brisa (ou a partilha do gato)”, temos um conto muito bem equilibrado entre a temática complexa – que envolve amor e morte, perda, solidão e recomeço – e a simplicidade para trabalhar tais temas sem soar obscuro ou pedante. O que se sobressai no conto, contudo, é a peculiar perspectiva em que é narrado. Deixo, assim, vossa curiosidade como parte do convite para a leitura de mais um Altergrafia.

 Ler “Tempos de brisa (ou a partilha do gato)”

Saiba mais sobre o autor

Autor convidado: Leonardo M. A. Pinheiro

431999_3115565642077_392197796_nEscrevo porque viver não basta, tem que ir além. Isso pode inclusive soar poético em mentes tendentes ao gênero. Mas partindo de mim… não sei. Lances de poesia não perfazem muito minha jovem obra, ou pelo menos assim enxergo. Não que me negue, ou as negue, mas que desde já assumo a falta de intenção originária. Embora Cabral de Melo Neto seja um guia, assim como Manuel Bandeira e Leminski dos mais fortes. Mas conto escondidamente a Nelson Rodrigues, Victor Hugo, Rubem Fonseca e Joyce que sinto inveja de suas genialidades e contornos sensacionais. E de contragolpe eles me submetem ao tanto de juridiquês ainda há presente em mim. O advogado e o professor restam em constante profusão nesse terreno escorregadio. Mas o escritor é “Sem Terra”, invade e finca-pé sem lei nem didática. Assim, de vida, de cotidiano e de nada minha imaginação se produz e se realiza em texto, sendo fruto de sonho e semente de enredo. No frio, no frio mesmo… Sou um pernambucano radicado em Brasília, 31 anos, e buscando.

Leia “Tempos de brisa (ou A partilha do gato)”

Caixas de sobra – Ep. 03

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Diner blues, por Meredith Kleiber. (Disponível em: http://rhapsouldize.deviantart.com/art/diner-blues-111933055?q=gallery%3Arhapsouldize%2F2832&qo=44)

O velho Cássio marca 18:35. O Garçom entra. “Tudo bem, com o senhor?”. A porta do banheiro está entreaberta. A cabine vazia. Um grande pedaço de merda, disfarçado de gato de Cheshire, sorri na privada. O coração está acelerado. O corpo sua em regiões ignoradas por um corpo dez anos mais novo. Santos Passos, vendedor, idade indeterminada pelas rugas, passa água no rosto. Fede a enxofre. Para ele, toda água de bica fede a enxofre. Imagina os ratos mortos, os ovos de insetos, o lodo, tudo sendo mascarado pela pedra amarela. Os dedos acariciam incrédulos a pele curtida durante anos pelo Sol. Quando foi que eu envelheci?

O velho Cássio marca 18:42. Está na mesa. A sua volta todos são iguais: espantalhos de terno, mastigando a comida de gosto já gasto pela rotina, olhos vidrados nas cores rodopiantes da tela. O horário é o limbo que separa o fulgor de vida das crianças de escola e comerciantes de meio-dia e a beleza familiar dos jantares noturnos. O almoço das quatro é a reunião de todos os restos: sempre que os restos de uma opção começam a esfriar no mostruário, os garçons, para não travar o fluxo, despejam comida nova por cima, misturando-a com o resto da antiga. Às 16 horas, só permanece no restaurante aquilo que ninguém quis, aquilo que circula entre as remessas novas, esperando ter a sorte de acabar num prato, mas esfriando conforme só lhes resta contemplar o fundo da bandeja.

O velho Cássio marca 18:52. O garfo desenha um redemoinho no molho de salada. Subitamente pareidólico, o rosto do menino se esculpe no nervo de carne que restou. O sorriso debochado. A ponta de catarro quase alcançando os lábios. A camiseta regata dos odiosos cartoons pós-modernos. O corpo era tão frágil que facilmente romperia entre suas mãos. Seriam necessárias apenas quatro caixas para carregar os pedaços do corpo nos bancos traseiros do carro. Quando foi que eu deixei de gostar de crianças?

O velho Cássio apita às 19 horas. Nunca foi capaz de reprogramar o relógio. Há dez anos ouve, como os lamentos de um velho sino de igreja, o monofônico e estridente aviso de uma hora vazia. Nunca soube, tampouco, que botão – ou combinação – é capaz de fazer cessar aquele som. Há dez anos gasta dez ou mais segundos apertando as pequenas hastes de metal em busca do certo. Dez horas de vida gastas em alarme. A caixa recebe o cartão. Senha. Nota. Recibo. Comanda carimbada. Comprovante do estacionamento. Vazando papeis, segue para o carro. O que eu teria feito com essas dez horas se nunca comprasse o relógio?

O velho Cássio marca 19:10. O carro deixa a fila do estacionamento e entra para a grande fila chamada rush. O pequeno bibelô no retrovisor gira de um lado para outro. O coro de buzinas é um alarme Cássio em que milhares de pinos impedem seu desligamento. Um último cliente a ser visitado antes da cerveja na cadeira de praia do meio da sala. Antes dos olhos cansados da Marlene, seu hálito de shake alimentício e aquela sua prótese dentária que fica brilhando no fundo da boca.  Um cliente nas bordas da grande cidade, onde quase tudo fica para trás.

O velho Cássio cansado marca 19:45. Santos Passos na rodovia. A Lua é apenas uma fatia fina de luz ofuscada pelo brilho xenônico dos faróis.

Pedro Sasse

Não perca, na próxima quarta-feira, 20h, o próximo episódio de Caixas de Sobra!

“Carne de Bicho, Carne de Gente”, por Luciano Cabral

Kissing me like benzocaine, de Bailey Elisabeth. (Disponível em: http://bailey–elizabeth.deviantart.com/art/kissing-me-like-benzocaine-117556905)

“Rebeca nota o rosto úmido do filho, “Davi estava chorando?”, seca suas lágrimas com a bainha da blusa, “estava”, “por quê?”, “fome, como todos nós”, as duas entram na cozinha, Bartolomeu pega o cachimbo que havia deixado na poltrona, dá uma tragada e vai sentando vagarosamente na poltrona, “eles vão dar um jeito, como sempre, meu avô contava, e disso eu lembro, ele contava que, quando a carne dos bichos acabou, teve briga, teve revolta, teve incêndio, mas acharam como conseguir outra carne”

O que estão achando das polistórias de terror? Os pesadelos já começaram? Se não, talvez Rebeca e sua família possam te ajudar com isso… Sucedendo o “Cuidado, piso molhado!”, de Gabriel Sant”Ana, acompanhe conosco “Carne de Bicho, Carne de Gente”, um conto para abrir o apetite.

Ler “Carne de Bicho, Carne de Gente”

Mais sobre o autor

Concursos Literários I

books concursos literários poligrafia.jpgSe para Emily Dickinson, o desejo de escrever não era necessariamente seguido do desejo de tornar público, para muitos escritores, há algo que importa tanto quanto a invenção de uma boa história: poder publicá-la. É assim que os concursos literários tornam-se locais mais que apropriados para divulgar a escrita criativa. E dois destes concursos estão com inscrições abertas até o fim deste mês para contos, poesias e crônicas.

Um deles é o Prêmio Maria José Maldonado de Literatura, promovido pela Academia Volta-redondense de Letras, na região sul fluminense do Rio de Janeiro. As inscrições vão até 30 de abril. Se você é poeta ou contista, clique aqui e participe. Não há cobrança de taxa. As inscrições são feitas por email e o prêmio é ter seu texto publicado em uma antologia virtual.

O segundo concurso, também com inscrições até 30 de abril, é promovido pela secretaria de cultura do município de Presidente Prudente, no interior de São Paulo. Neste, além de poetas e contistas, também podem participar cronistas. Sem exigir taxa de inscrição, o prêmio oferece publicação impressa aos vencedores. Se quiser saber mais e participar, clique aqui.

Por hora, estes são os concursos com inscrições até o fim de abril. Em breve, daremos novas notícias.

E não esqueçam de ler, comentar e sugerir no Poligrafia. Intrometa-se!

Caixas de sobra – Ep. 02

Coca cola, por Monika “Zi0oTo”. (Disponível em http://zi0oto.deviantart.com/art/Coca-cola-262887048)

(Não viu  o primeiro capítulo? Clique aqui)

As nuvens estavam tão unidas que pareciam uma tampa branca fechando o céu. No rádio do carro nenhum anúncio de chuva. O vento soprava folhas secas pela janela do motorista. Desgraçado, pulsou a mente do homem enquanto girava a manivela para o vidro subir.

Quarenta e seis caixas ainda chacoalhavam. Não saberia dizer quantas casas visitou, quantos cães tentaram morder sua perna, quantas portas fecharam no seu nariz. Eram figuras anônimas em sua mente igual a uma lista telefônica.

Exceto uma.

– O que uma criança idiota sabe? – resmungou em voz baixa olhando para o retrovisor. O espelho estava tão deteriorado que ele mal via os contornos do rosto. Havia uma mancha cor de cobre bem suave que lembrava bastante o formato da Itália.

– Fechou a porta na minha cara? – continuou, esfregando inutilmente um trapo de camisa no espelho. – Um dia a casa pega fogo. E vai pedir ajuda pra quem? O primeiro estúpido que encontrar na rua. Moleque idiota.

O estômago apertava. Não conseguiu vender. Então insistiu, sacrificou o horário do almoço. E as caixas continuaram lá. Acenavam de um lado e para o outro no banco de trás. Só havia bebido uma lata de refrigerante. Sempre lhe disseram que coca ou café com estômago vazio causava úlceras. Devia ser lenda. Coisa de gente fresca.

Abriu outra lata de coca quente apoiando os cotovelos no volante e derramou pela boca seca. Sentiu o sangue fluir pelo pescoço e preencher a cabeça. A visão escureceu e voltou como tela de TV antiga.

– Precisamos comer alguma coisa, – disse encarando o vulto de caixas pelo retrovisor.

O carro atravessou uma alameda e virou para o estacionamento do primeiro restaurante que encontrou.

Entrou pela frente e sentiu uma lufada de ar frio. Havia telas de plasma penduradas em todas as paredes. As pessoas assistiam enquanto tilintavam os talheres nos pratos e tagarelavam. O garçom aproximou-se com um sorriso de apresentador de programa de auditório. Aqueles dentes brancos e rugas fechando os olhos o incomodavam.

– Boa tarde. O senhor vai querer mesa pra dois?

– Boa noite, – já passara das seis – Pra um.

A cara do atendente parecia couro curtido. Daqueles prensados que não enrugam. O sorriso persistiu até chegarem a uma mesa próxima à janela.

– Quero esse negócio aqui, – disse apontando uma fotografia qualquer do menu.

– Ok, senhor, – anotou no bloquinho. – Quer a entrada enquanto isso? Algo pra beber?

– Coca.

– Apenas isso, senhor?

– Só.

O garçom deu dois passos para trás e se virou graciosamente. Que bicho estranho, pensou.

A Coca ia ser servida num copo com gelo por outro garçom, mas ele interrompeu tocando-lhe o pulso. Bebeu no gargalo. Não confiava no gelo de restaurante.

Tomou metade em uma só golada. A garganta ficou dormente. Quando abaixou o copo sentiu a bexiga latejar.

A porta do único banheiro do restaurante estava trancada. A sombra de alguém caminhando fazia a luz por baixo da porta piscar. Ele franziu a testa. Parecia que estava correndo de uma ponta a outra.

Coçou debaixo do relógio no pulso. Conferiu quatro vezes seguidas que ainda eram dezoito horas e vinte minutos. Não suportou e bateu.

– Tudo bem aí dentro? – disse tentando parecer preocupado.

Não havia som. A sombra parou um segundo. Uma fresta se abriu, mas ele não notou nada até mirar por baixo.

A criança fechou rapidamente e girou a tranca. Tinha certeza. Era um garoto, o mesmo garoto que zombara dele mais cedo. Também ouviu um barulho metálico chacoalhar. Provavelmente um ferrolho. O homem tentou impedir com o punho fechado num reflexo retardatário e inútil.

– Moleque escroto, – disse, mas não baixo o suficiente. Sem perceber o som dos talheres e do burburinho diminuírem, bateu na porta contendo a força.

Jonatas Barbosa

Não perca, na próxima quarta-feira, 20h, o próximo episódio de Caixas de Sobra!

“Cuidado, piso molhado!”, por Gabriel Sant’Ana

Dubai Mall, por Kris K.G. (Disponível em: http://lostknightkg.deviantart.com/art/Dubai-Mall-172455252)

“(…) Existem várias formas, maneiras de se matar alguém. Não perderia tempo estudando medicina, de que adianta saber os nomes dos músculos, ossos, veias, se o que importa mesmo é o sofrimento da vítima? Aquele shopping, aquelas pessoas, aquela situação, aquele ar condicionado, aquele médico, aquele trem, aquela sua casa, aqueles seus parentes, seus vizinhos.”

Dando continuidade ao tema Terror iniciado na semana passada com Auspício, de Lucas M. Carvalho, o Poligrafia traz uma perturbadora história pelas mãos de Gabriel Sant’Ana. Depois de ler “Cuidado, piso molhado!”, as praças de alimentação e banheiros de shopping centers com certeza não serão vistos da mesma maneira…

Ler “Cuidado, piso molhado”

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