“Desculpa a mão”, por Lucas M. Carvalho

“A troca de bala não findava. Precisou recarregar de novo, o som rangente do ferro roçando, as cápsulas em encaixe. Ramón Silva, cinco metros à frente, parecia ter acertado um deles. Flores quis avançar, mas uma bala ou outra passaram ferozes, o barro do chão arrancado, grama pelo ar. Mais atrás, o uruguaio travou emContinuar lendo ““Desculpa a mão”, por Lucas M. Carvalho”

“A pedra da tristeza”, por Luciano Cabral

“foi quando a mãe percebeu que no lugar onde o filho sempre sentava pra esperar o pai, tinha uma pedra, a pedra tinha a forma e o tamanho do menino dela como quando ele sentava bem ali, ninguém conseguiu arrancar a pedra de lá, era pesada, teimosa demais, batizaram de pedra da tristeza” Houve umContinuar lendo ““A pedra da tristeza”, por Luciano Cabral”

“Tentação”, por Luciano Cabral

“do lugar de onde eu tinha vindo, a temperatura não era como ali, nem a paisagem era tão bonita, por isso, eu me perdi em pensamentos, sentindo o vento, vendo aquilo tudo, era tão calmo e tão pacífico que eu peguei no sono ali mesmo, na grama” Existe um conto japonês chamado “Dentro de umContinuar lendo ““Tentação”, por Luciano Cabral”

“Dupla Fenda”, por Lucas M. Carvalho

“Precisava decidir. Cabia a ele, o alfa, escolher se seguiriam para a terra verde ou se desceriam o rio. Em direção à terra verde poderiam desfrutar de animais e sombra. Pelo rio teriam água e peixes. Não sabia em qual dos dois haveria predadores. Não sabia em qual dos dois haveria bandos hostis. Neste momento,Continuar lendo ““Dupla Fenda”, por Lucas M. Carvalho”

“Ainda não”, por Luciano Cabral

“(ele afasta a mão da prostituta mais uma vez) passei anos me tratando, um tempo depois, conheci Clarice, era escritora, de coração selvagem, muito inteligente, escrevia mal mas eu achava, eu achava que a gente podia se dar bem, a gente se dava bem, mas ela ficava olhando as estrelas à noite, dizia que estavaContinuar lendo ““Ainda não”, por Luciano Cabral”

“Nunca se esqueça”, de Lucas M. Carvalho

A princípio, o tema Amor pode dar a impressão que o ciclo de contos será uma recorrência de relatos românticos, desses que nem os mais apaixonados amantes aguentam mais escutar. Uma de nossas premissas, contudo, é evitar o lugar-comum. Sendo assim, não espere, ao longo das próximas semanas, histórias convencionais de amor, pois ele surgiráContinuar lendo ““Nunca se esqueça”, de Lucas M. Carvalho”

“Ovelhas elétricas”, por Luciano Cabral

“é possível notar alterações na cor da pele do rosto e do pescoço principalmente, o corpo humano também produz secreções, a mais importante a se imitar, porque mais visível, é o suor, que comprova o esforço físico dispensado ao ato, o suor é o elemento que atesta a veracidade da energia dispensada, a quantidade eContinuar lendo ““Ovelhas elétricas”, por Luciano Cabral”

“I.H.P.I.H.P”, por Gabriel Sant’Ana

“As atuais pesquisas do Instituto de Progressos Educativos determinam que sejam desenvolvidas competências cognitivas e socioemocionais, sendo necessária uma reformulação dos currículos, grades de horários, arquitetura físico-mental dos equipamentos escolares. Fica determinado o fim do uso da palavra “escola”. Todos os espaços deverão ser responsáveis pelo desenvolvimento cognitivo e socioemocional dos cidadãos, de acordo comContinuar lendo ““I.H.P.I.H.P”, por Gabriel Sant’Ana”

“Tesseract”, por Jonatas T. Barbosa

“Não consegue ver bem o próprio rosto. Respira fundo. Conduz a navalha, observando os borrões de pasta de dente. Encosta o fio à altura da garganta. Quando eleva o pulso, a lâmina escorrega. Ele ajustou mal o barbeador. A navalha está solta. Não sente dor a princípio. Mas se assusta quando põe o dedo eContinuar lendo ““Tesseract”, por Jonatas T. Barbosa”