Altergrafia apresenta “Crime Doesn’t Pay”, de Harold Emert

Por Benzahodnar. (Disponível em: https://pixabay.com/en/oboe-music-tool-art-433122/)

Por Benzahodnar. (Disponível em: https://pixabay.com/en/oboe-music-tool-art-433122/)

“A vibrant metropolis which never sleeps…the incessant samba beat, as “schools” of samba dancers and musicians rehearse for Carnaval.  Rap music from the favelas, where Black Orpheus once reigned. Drug traffickers, violence, invading military police called BOPE with pistols and rifles aimed high. Supposedly the most beautiful city in the world, to which the Portuguese Royal family fled from Lisbon, to escape the invasion of Napoleon’s armies.”

Após dialogar com autores de diversos estados do Brasil, essa semana o Altergrafia expande suas fronteiras e convida seu primeiro autor internacional. Harold Emert nos convida a conhecer o Rio através de sua ótica em uma intrigante história que mescla realidade e ficção, as ruas de Santa Teresa e procurados do FBI, crime e música clássica.

Ler “Crime Doesn’t Pay”

Mais sobre o autor

Altergrafia apresenta: “O rei de número quatro”, de Marcelo Alves

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“Diziam que o místico estava propagando antes uma canção desprovida de conceitos do que uma fé. E jesus lhe teria perguntado quais eram as portas diagonais que dariam precisamente nas veias da velha História. Mas as montanhas trincavam internamente, ressoavam gritos, os mais diversos, os de desespero, os de paixão, os de pele arregaçada, os de morte-de-mãe.”

Não espere que a verdade surja diante dos olhos no Altegrafia de hoje. Em “O rei de número quatro”, Marcelo Alves cria um labirinto místico, lírico e metafísico, em que a melhor forma de se achar é perdendo-se por entre seus herméticos corredores. Se você sente que está andando em círculos, talvez seja momento de se questionar: na arte, há de fato uma saída?

Leia “O rei de número quatro”

Saiba mais sobre o autor

Autor convidado: Leonardo M. A. Pinheiro

431999_3115565642077_392197796_nEscrevo porque viver não basta, tem que ir além. Isso pode inclusive soar poético em mentes tendentes ao gênero. Mas partindo de mim… não sei. Lances de poesia não perfazem muito minha jovem obra, ou pelo menos assim enxergo. Não que me negue, ou as negue, mas que desde já assumo a falta de intenção originária. Embora Cabral de Melo Neto seja um guia, assim como Manuel Bandeira e Leminski dos mais fortes. Mas conto escondidamente a Nelson Rodrigues, Victor Hugo, Rubem Fonseca e Joyce que sinto inveja de suas genialidades e contornos sensacionais. E de contragolpe eles me submetem ao tanto de juridiquês ainda há presente em mim. O advogado e o professor restam em constante profusão nesse terreno escorregadio. Mas o escritor é “Sem Terra”, invade e finca-pé sem lei nem didática. Assim, de vida, de cotidiano e de nada minha imaginação se produz e se realiza em texto, sendo fruto de sonho e semente de enredo. No frio, no frio mesmo… Sou um pernambucano radicado em Brasília, 31 anos, e buscando.

Leia “Tempos de brisa (ou A partilha do gato)”

Projeto Altergrafia

Network 2, por Damian D. (Disponível em: http://kil1k.deviantart.com/art/Network-2-441561468)

Poucos conceitos, hoje, são tão importantes e presente em tão diferentes áreas quanto RedeTudo no mundo contemporâneo está conectado de alguma forma a todo o resto. Lembro-me do Orkut, pouco tempo depois de seu surgimento: ao clicar em uma pessoa desconhecida, era possível ver uma rede de pessoas que conectavam diretamente você a ela. Como numa quadrilha drummondiana, João era amigo de Teresa que era amigo de Raimundo que era amigo de Maria, que, por sua vez, era alguém que jamais vimos na vida, mas que, através dos novos poderes da rede, estava a apenas alguns e-passos de nós. Altergrafia é isso.  Um projeto que reconhece que o artista isolado, obscuro, e incompreendido não combina mais com um mundo de grupos, trends e links – diria até hiperlinks.

Pensando nisso, a ideia do nosso blog é trazer a cada duas semanas (inicialmente, conforme apareçam mais parceiros, podemos transformá-lo em uma coluna semanal, como as outras) um conto, crônica ou trecho de livro de um autor convidado por nós. Dessa maneira, fortalecemos essa rede, em que a arte se manifesta de forma plural e pode ser discutida em toda sua variedade. De prosas poéticas a contos de mistério, de narrativas eróticas a textos sublimes, o Poligrafia se abre ao outro, pronto para deixar-se envolver pelas diferenças.

Inauguramos nossa sessão com um coquetel peculiar: uma dose de literatura, uma dose de cultura pop e um pouco de distopia, tudo adornado por uma bem humorada crítica metaficcional que coloca em questão arte, mito, crença e, acreditem ou não, os encanadores mais famosos dos videogames. Leia “Em busca do Paraíso de Lost” (ecos de Milton podem ou não ser coincidência) de Bruno Leandro, e depois compartilhe conosco quantos easter eggs vocês conseguem achar.

Leia “Em busca do Paraíso de Lost”

Saiba mais sobre Bruno Leandro