“Jade não gosta de mentiras”, por Lucas M. Carvalho

“- Desde que larguei Hogwarts, no sexto ano, tenho dedicado minha existência a aplicar golpes. Digamos que eu tenha descoberto um talento peculiar para essas coisas. Atuei durante quase vinte anos. Juntei enormes fortunas, mas perdi tantas quantas, porque quando se escolhe essa vida, não é incomum nos metermos em terríveis enrascadas… Há quinze anosContinuar lendo ““Jade não gosta de mentiras”, por Lucas M. Carvalho”

Myst e a arte de escrever mundos

No meu último post, eu trabalhei com narrativas ramificadas e citei o jogo Myst como exemplo. Ainda que não siga exatamente a estrutura dos jogos de narrativa ramificada, o mundo aberto, a possibilidade de explorar histórias internas ao jogo e os múltiplos finais me levou a citá-lo. Apenas uma menção curta a Myst, no entanto, é um desperdício, logoContinuar lendo “Myst e a arte de escrever mundos”

1893 é Agora: Inglês de Sousa e a atual política

Há algum tempo, mencionei por aqui um comentário de Machado de Assis sobre a conveniência de ser esquerdista ou direitista na política brasileira. Os ânimos exacerbados e as posturas passionais, que ainda perduram (com alguns de nós escolhendo um lado ou outro e outros decidindo não escolher), muitas vezes afastam-nos de uma postura mais comedida. Para resumir, ainda estamosContinuar lendo “1893 é Agora: Inglês de Sousa e a atual política”

Sem Técnica, Tornar-se Escritor é Pseudo-Objetivo

Venho por algum tempo defendendo que, pra se tornar escritor, é preciso dominar as técnicas narrativas – isso porque nem preciso mencionar que é necessário, antes de tudo, ser criativo. A mais básica dessas técnicas é saber ler e escrever. E isso inclui dominar ortografia, pontuação, coerência, coesão e conhecimento de mundo (ainda que sejaContinuar lendo “Sem Técnica, Tornar-se Escritor é Pseudo-Objetivo”

Caixas de Sobra – Season Finale

[Ainda não leu os episódios anteriores? Clique aqui] No auditório, ainda no primeiro piso, Passos viu de soslaio a palestra ministrada pelo vendedor platinum A para novos integrantes. O esquema em pirâmide, produtos cosméticos, eletrônicos, dietéticos. Programas de fidelidade, acúmulo de pontos. O palestrante contava como quadruplicou o salário em dez anos. A acústica doContinuar lendo “Caixas de Sobra – Season Finale”

Caixas de Sobra – Ep. 37

[Ainda não leu os episódios anteriores? Clique aqui] São Paulo surgiu como uma nuvem confusa. Lembrança. Tráfego. Luzes borrando o céu cinza. Do povoado à mata, da mata à capital das fachadas de vidro. Concreto. Buzinas. Entre a Ipiranga e a Avenida São João apenas as memórias dolorosas dos sorrisos dela. Santos Passos tentava seContinuar lendo “Caixas de Sobra – Ep. 37”

SOMA e a ontologia da humanidade

Aviso: esse post pode conter spoilers. A primeira vez que eu olhei o título do jogo ainda em um anúncio de produção, como leitor dos clássicos da distopia, não pude deixar de associá-lo à antológica obra de Huxley, Admirável Mundo Novo. Nela, penetramos em uma sociedade que conquistou, ainda que de forma questionável, um estágio utópicoContinuar lendo “SOMA e a ontologia da humanidade”

Polistórias: Amor

Amor é uma questão, sem dúvida. Para os gregos, parecia ser fundamental, tanto que cunharam, logo de cara, quatro palavras diferentes (e eles tem mais) pra não faltar amor para ninguém. Aqueles que sempre estão por perto nos momentos de aperto, aqueles que abraçam apertado, que sempre aparecem nas fotos com grandes risos e grandesContinuar lendo “Polistórias: Amor”

Caixas de Sobra – Ep. 29

[Quer ler os episódios anteriores? Clique aqui] Passado e presente se confundiam em um espiral de vozes e imagens. A fogueira e cantoria da vila. O dia das crianças no shopping. A primeira entrega. Pandora e sua mania de conversas com os personagens da TV. Os pedaços de corpo no hotel. Os gemidos abafados atrásContinuar lendo “Caixas de Sobra – Ep. 29”