O Surreal Faz, Não Faz, Faz, Não Faz Sentido

por Luciano Cabral Quando chamamos algo de surreal costumamos associá-lo ao bizarro, ao incomum, ao estranho e ao incoerente. Olhamos, muitas vezes, de modo torto para narrativas que não possuem uma sequência lógica. E o próximo passo é, quem sabe, deixar o texto de lado. Acontece que certos escritores, principalmente no início do século passado,Continuar lendo “O Surreal Faz, Não Faz, Faz, Não Faz Sentido”

Recapitulando II: Luciano Cabral

Já que, até aqui, nós produzimos um bom punhado de histórias, resolvemos recapitulá-las em três partes. Pedro Sasse foi o primeiro a rememorar suas ficções e Lucas M. Carvalho será o último. Neste momento, sou eu, Luciano Cabral, quem tenho a palavra. Quando decidimos criar o Poligrafia, tínhamos dois projetos em mente: 1. O Caixas deContinuar lendo “Recapitulando II: Luciano Cabral”

Escrever com lentidão…

por Luciano Cabral Há algum tempo, eu falei sobre escrever com rapidez, aquela técnica de dizer muito sem usar muitas palavras. Hoje gostaria de falar do outro lado da moeda: escrever com lentidão. Não estou me referindo, é preciso esclarecer, ao tempo que se gasta na feitura de uma história. Isto me parece muito subjetivo pra serContinuar lendo “Escrever com lentidão…”

“Ainda não”, por Luciano Cabral

“(ele afasta a mão da prostituta mais uma vez) passei anos me tratando, um tempo depois, conheci Clarice, era escritora, de coração selvagem, muito inteligente, escrevia mal mas eu achava, eu achava que a gente podia se dar bem, a gente se dava bem, mas ela ficava olhando as estrelas à noite, dizia que estavaContinuar lendo ““Ainda não”, por Luciano Cabral”

Escrever com rapidez…

por Luciano Cabral A escolha do título foi proposital. Mas já esclareço que, quando falo em rapidez, não me refiro à “como escrever um livro em 4 semanas” ou coisa que o valha. A rapidez de que quero falar hoje está ligada a uma estratégia do escritor ou da escritora, quando se perguntam: “Devo acelerar aContinuar lendo “Escrever com rapidez…”

Caixas de Sobra – ep. 21

[Se ainda não viu os últimos capítulos, clique aqui] Disponível em: https://pixabay.com/en/red-couch-weathered-couch-sofa-66819/ nem mesmo Sun Tzu conseguiu resistir dentro do meu bolso, se a guerra é uma arte, eu devia ter orgulho do artista em que me tornei, eu pensava na pergunta de Angélica e na resposta que escaparia da minha boca se não tivesse sidoContinuar lendo “Caixas de Sobra – ep. 21”

O começo da história: a primeira impressão é a que fica

por Luciano Cabral O título deste pequeno texto talvez fale mais para o leitor do que para o escritor. Porque, quase sempre, a primeira frase que lemos não é a que o autor tinha em mente quando pensou sua história. Há começos de histórias que não cativam (embora não signifique que o que virá não cative). MasContinuar lendo “O começo da história: a primeira impressão é a que fica”

“Momentos felizes que foram devorados”, de Luciano Cabral

“não lembro de alguém ter saído ou entrado no vagão quando o metrô parou no Catete, acho que eram os mesmos passageiros, o que me vem à mente são sempre os mesmos passageiros, os mesmos rostos, eles fingem que não lembram de mim mas eu lembro de cada um deles, daqueles que permaneceram até oContinuar lendo ““Momentos felizes que foram devorados”, de Luciano Cabral”

O grande desastre, por Luciano Cabral

Hoje, eu gostaria de oferecer uma pequena história, intitulada O Grande Desastre, sobre a reação de alguns tipos humanos momentos antes de um desastre aéreo. Este conto também foi publicada na revista Escrita PUC-Rio, este ano. Deixo, logo abaixo, um trecho. Caso você queira lê-lo inteiro, clique no link. Boa leitura. “[…]e volta ao seu livro suicidaContinuar lendo “O grande desastre, por Luciano Cabral”