“Jogos mentais”, de Lucas M. Carvalho

“Certo filósofo fala sobre um gênio maligno. É basicamente aceitar a existência de uma divindade que orquestra toda a realidade, mas considerar que ela é má. Ou seja, a motivação de tudo é maliciosa, um jogo sádico. As cores, os cheiros, o calor, o céu e a terra são ilusões feitas por ela. E se nós formos apenas joguetes desse ser?”

Você monta um quebra-cabeça. “Falta um pedaço dessa nuvem”, pensa. Vasculha entre as centenas de fragmentos até encontrar as curvas suaves e esbranquiçadas. É peça é perfeita. Mas não encaixa. Chega bem perto de se acomodar entre as frestas do todo. Mas não encaixa. Nessa hora, todos nos deparamos com o dilema: aceitar sua ineficácia em achar a peça certa ou acreditar que é o jogo que está errado. O conto de hoje me lembra essa situação. As peças parecem certas. Por que, então, não encaixam? Acompanhe conosco “Jogos mentais”, de Lucas M. Carvalho.

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Altergrafia apresenta: “O rei de número quatro”, de Marcelo Alves

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“Diziam que o místico estava propagando antes uma canção desprovida de conceitos do que uma fé. E jesus lhe teria perguntado quais eram as portas diagonais que dariam precisamente nas veias da velha História. Mas as montanhas trincavam internamente, ressoavam gritos, os mais diversos, os de desespero, os de paixão, os de pele arregaçada, os de morte-de-mãe.”

Não espere que a verdade surja diante dos olhos no Altegrafia de hoje. Em “O rei de número quatro”, Marcelo Alves cria um labirinto místico, lírico e metafísico, em que a melhor forma de se achar é perdendo-se por entre seus herméticos corredores. Se você sente que está andando em círculos, talvez seja momento de se questionar: na arte, há de fato uma saída?

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