Amadeus

Se eu precisasse indicar apenas um clássico do cinema neste site e não tivesse nunca mais a chance de falar sobre nenhum outro filme? Dá certa agonia pensar em favoritismo, ou ter que escolher apenas um melhor dentre gêneros, épocas e propostas diferentes. Mas depois de muito pensar, posso dizer que minha recomendação seria Amadeus.

Uma verdadeira obra de arte. Em atuação, em roteiro, em figurino. E principalmente em trilha sonora, toda formada por composições originais do gênio Wolfgang Amadeus Mozart, que é, não de forma injusta, considerado por muitos o maior músico que humanidade já conheceu.

O enredo foca em Salieri, um compositor da corte austríaca que dedicou a vida a expressar a vontade de Deus em sua música. Apesar de ter reconhecimento como artista, sua vida muda quando um jovem talentoso e irreverente chega a Viena. Mozart logo se torna o centro das atenções, criando obras de qualidade inalcançável, sem precisar ao menos se esforçar. Salieri sente, com todo o louvor que Mozart recebe, como se sua relevância estivesse completamente apagada.

Inveja e ciúmes. A exploração da psicologia de Salieri é intensa, sentimentos remoídos, que rodeiam uma misteriosa confissão de assassinato logo na primeira cena do filme.

Lançado em 1984, dirigido por Milos Forman, Amadeus foi vencedor de 9 Oscars.

A biografia de Mozart sempre foi cheia de mistério. Neste filme, apesar de alguns aspectos romanceados e a atuação excêntrica de Tom Hulce (que é incrível, por sinal), o filme nos permite conhecer mais sobre sua vida. Depois de ver o filme, vale a pena procurar outras obras, como romance de Cristian Jacq, Mozart, o Grande Mago, que aborda a biografia do compositor e sua conexão com a maçonaria.

Por Lucas M. Carvalho

Altergrafia apresenta: “Elle”, de Aretha V. Guedes

46219767-208-k281591“Olho para o céu e noto que não há estrelas esta noite. Está escuro e um vento frio bate em meu rosto. Tenho uma sensação ruim, então me encolho entre as flores do quintal da minha casa.”

Para aqueles que, como eu,  não estão habituados ao mundo das comunidades virtuais de literatura, o primeiro contato estranha. Milhares de histórias, milhões de leitores, um mar literário heterogêneo e dinâmico que segue sua própria corrente, ora convergindo ora divergindo das tendências de papel. Ainda que se encontre de tudo por lá – de fantasia a literatura erótica, de mistério a autoajuda – , os destaques de leitura revelam que a inovação estética, o experimentalismo e os temas eruditos lá não encontram muita vez. Milhões de leitores se deliciam entre páginas de enredos populares desde o século XIX. Mudam-se as peças e o tabuleiro, mas as jogadas repetem-se à exaustão. E não devemos achá-lo ruim. Influenciados pelo padrão da vanguarda,  esquecemos que a arte nem sempre precisa ser transgressora ou inovadora, às vezes, precisa apenas agradar.

Para apresentar esse mundo aos leitores do Poligrafia que ainda não o conhecem, ou para possibilitar mais uma de suas incontáveis facetas, trazemos essa semana um altergrafia diretamente importado dos populares romances do Wattpad. Aretha V. Guedes nos fornece um pouco de sua trilogia virtual Elle, uma história sobre música, amor e amizade.

Ler o trecho de Elle

Sobre o autor

Autor convidado: Marcelo Alves

alvesMarcelo Alves é professor formado em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Reside no Rio de Janeiro e sua obra abrange ensaios, poesia e prosa que vão do lírico afinado ao acadêmico conciso. Seu interesse abarca desde os temas da cultura clássica às perspectivas da dinâmica na vida contemporânea. Todavia, sua arte não se limita à literatura, mas estende-se na forma de curiosidade pela música, pintura, escultura e dança. Você poderá apreciar outras obras do autor nos blogs:

https://ruinasartificiais.wordpress.com/

http://apreciacoescriticas.blogspot.com.br/