Sem Técnica, Tornar-se Escritor é Pseudo-Objetivo

Venho por algum tempo defendendo que, pra se tornar escritor, é preciso dominar as técnicas narrativas – isso porque nem preciso mencionar que é necessário, antes de tudo, ser criativo. A mais básica dessas técnicas é saber ler e escrever. E isso inclui dominar ortografia, pontuação, coerência, coesão e conhecimento de mundo (ainda que sejaContinuar lendo “Sem Técnica, Tornar-se Escritor é Pseudo-Objetivo”

SOMA e a ontologia da humanidade

Aviso: esse post pode conter spoilers. A primeira vez que eu olhei o título do jogo ainda em um anúncio de produção, como leitor dos clássicos da distopia, não pude deixar de associá-lo à antológica obra de Huxley, Admirável Mundo Novo. Nela, penetramos em uma sociedade que conquistou, ainda que de forma questionável, um estágio utópicoContinuar lendo “SOMA e a ontologia da humanidade”

“Jogos mentais”, de Lucas M. Carvalho

“Certo filósofo fala sobre um gênio maligno. É basicamente aceitar a existência de uma divindade que orquestra toda a realidade, mas considerar que ela é má. Ou seja, a motivação de tudo é maliciosa, um jogo sádico. As cores, os cheiros, o calor, o céu e a terra são ilusões feitas por ela. E seContinuar lendo ““Jogos mentais”, de Lucas M. Carvalho”

Seção Autoral

Temos novidade! Agora, em adição ao material produzido durante nossos projetos, você poderá acompanhar a produção paralela dos autores do blog também no Poligrafia. Na seção autoral, os autores do site poderão publicar suas resenhas, contos, reflexões e qualquer outro tipo de produção artística/crítica. Por mais que não esteja vinculada diretamente aos projetos do grupo, a seção éContinuar lendo “Seção Autoral”

A literatura deve falar de estupro?

Por Luciano Cabral “[…] Pereba desceu as escadas sozinho. Cadê as mulheres?, eu disse. Engrossaram e eu tive que botar respeito. Subi. A gordinha estava na cama, as roupas rasgadas, a língua de fora. Mortinha. Pra que ficou de frozô e não deu logo? O Pereba tava atrasado. Além de fudida, mal paga. Limpei asContinuar lendo “A literatura deve falar de estupro?”

O que nos faz escrever bem: inspiração ou técnica?

por Luciano Cabral   A pergunta que faço hoje tem origem numa dicotomia instigante, embora espinhosa: escrever bem é fruto de inspiração ou técnica? Ou posso perguntar, mais filosoficamente, deste modo: nascemos escritores ou nos tornamos escritores? No poema Theogonia, de Hesíodo, as Musas são personificações da memória absoluta (por transmitirem o passado) e daContinuar lendo “O que nos faz escrever bem: inspiração ou técnica?”