“Jogos mentais”, de Lucas M. Carvalho

“Certo filósofo fala sobre um gênio maligno. É basicamente aceitar a existência de uma divindade que orquestra toda a realidade, mas considerar que ela é má. Ou seja, a motivação de tudo é maliciosa, um jogo sádico. As cores, os cheiros, o calor, o céu e a terra são ilusões feitas por ela. E se nós formos apenas joguetes desse ser?”

Você monta um quebra-cabeça. “Falta um pedaço dessa nuvem”, pensa. Vasculha entre as centenas de fragmentos até encontrar as curvas suaves e esbranquiçadas. É peça é perfeita. Mas não encaixa. Chega bem perto de se acomodar entre as frestas do todo. Mas não encaixa. Nessa hora, todos nos deparamos com o dilema: aceitar sua ineficácia em achar a peça certa ou acreditar que é o jogo que está errado. O conto de hoje me lembra essa situação. As peças parecem certas. Por que, então, não encaixam? Acompanhe conosco “Jogos mentais”, de Lucas M. Carvalho.

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